quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Peixe à Moda do Cunhado Português

Eu meio que desacredito os concursos que vejo aí pela internet e outras mídias, tão comuns em nosso passado televisivo.
Para minha surpresa, a múltipla Izabella Lucena me informou que um amigo seu fora contemplado em um concurso culinário promovido pela Ajinomoto, onde a prerrogativa era o uso de um dos temperos prontos da marca Sabor A Mi.
A receita vencedora foi um peixe intitulado "Peixe à Moda do Cunhado Português", e que cunhado legal, esse, viu, pois a receita é simples, mas surpreendente, com o toque de batata-doce e pimenta rosa.
Para maiores informações, o site oficial do concurso já disponibilizou, de forma gratuita, um livro digital com as receitas.
O link é este aqui.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Panqueca Americana



Essa receita fiz para mim e para minha filha em um momento de descontração. Um café da manhã diferente, onde se lambuzar faz parte da diversão.


Ingredientes:


3/4 xícara (chá) de leite
2 ovos levemente batidos
2 colheres (sopa) de manteiga derretida
1 colher (sopa) de açúcar
1/2 colher (chá) de sal
1 xícara (chá) e 1/4 de farinha de trigo
2 colheres (chá) fermento em pó.


(OBS: Se quiser fazer a receita para uma pessoa, aqui vai a nova configuração de alguns dos ingredientes - 3 colheres de sopa de leite, 1 ovo, 1 colher de manteiga derretida, 1 colher de sobremesa de açúcar, uma pitada de sal, 4 colheres de farinha de trigo e uma colher de chá de fermento).

Preparo:


Misture os ingredientes líquidos e reserve.


Misture os ingredientes secos (todos peneirados).


Acrescente os ingredientes líquidos aos secos (mexendo bem e aos poucos). Não tem problema se ficar levemente empelotado. 
Não é para bater ou mexer muito, por causa do fermento.
Unte uma assadeira média (teflon) e ponha uma concha da panqueca. Quando começarem a aparecer bolhas na superfície, é hora de virar a panqueca. 
Após dourar, servir quentinha com sorvete, mel, Karo, leite condensado ou o que sua imaginação sugerir.


Divirtam-se.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Costeleta de porco ao molho de mel e mostarda







Preparei uma costeleta de porco com um deliciosíssimo molho. Sim, o molho foi o destaque, por pequenos erros que acabaram não sendo meros detalhes. Explico durante o processo...


Ingredientes:


1 tira de costela de porco aparada;
4 colheres (sopa) de mostarda dijon ao mel;
50 ml de óleo de gergelim;
10 ml de vodka ou cachaça;
Suco de 2 limões;
Sal e pimenta do reino;
Orégano;
2 colheres (sopa) de extrato de tomate;
Alguns ramos de alecrim;
Cebolinha francesa cortada (a parte branca).

Le Comofazê:

A costeleta tem de estar descongelada, fresca (e foi aí onde errei, pois a comprei congelada, pus a bicha na geladeira e comecei a preparar o prato com ela ainda durinha).

Deve-se preparar uma marinada com a Mostarda, o Óleo de Gergelim, a Vodka ou Cachaça, o Sal, o Orégano, o Extrato de Tomate e o Limão.

Ponha a costeleta em uma assadeira, despeje a marinada, os ramos de alecrim, a cebolinha picada, cubra-a com papel alumínio e devolva-a à geladeira por pelo menos 6 horas.

Pre-aqueça o forno a 180º, por dez minutos. Após retirar a costeleta da geladeira, asse-a por 30 a 40 min (tem gente que recomenda 200º por 20 min - outro erro meu, deixei a 200º por mais de 30 minutos!, somando-se ao primeiro erro, a carne não ficou macia, mas ficou saborosa). Depois retire o papel alumínio e deixe dourar por mais 20 minutos.

Está pronto! Eu servi com uma batata aos murros temperada com sal e azeite. 

Dica: recomento temperar a costeleta com sal grosso. A carne não ficará salgada - o sal grosso é absorvido na quantidade necessária (osmose!).

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Cozinhando para amigos



Grata surpresa tive quando ganhei esse livro de uma pessoa muita querida. Isso foi em 2007. Algumas receitas eu fiz, outras experimentei, paquerei algumas, mas o maior prazer foi ler o livro.


Heloisa Bacellar, autora e cozinheira de mão cheia, tem dois divinos dons que são raros em conjunto: cozinhar bem e escrever bem. O livro Cozinhando Para Amigos não é apenas um deleite para os olhos, transmite ainda um prazer na descoberta da palavra, das histórias e sugestões idealizadas.


Não é um livro apenas para enfeitar a mesa de centro - grande, pesado e lindo, um belo companheiro. Sua diagramação é inteligente, e as cores e sugestões de preparo de acordo com o clima (tanto estado de espírito quando estações do ano) ajudam quando a inspiração criativa não chega.


Não é um livro que deva apenas ser consultado, e sim apreciado.

domingo, 11 de setembro de 2011

Berinjela ao Vinho



Como disse um dos membros, "o Cigacure tá de rosca". O convite para participar dessa confraria me fez lembrar a participação em outra confraria inominada, há pelo menos nove anos, na qual cada pessoa tinha de fazer um jantar com entrada, prato principal e sobremesa.

A ideia era reunir os amigos, apreciadores de conversa, comida e bebida (hearth, meat and mead, em uma boa tradição medieval). Cada prato seria avaliado e votado, para, no final, serem os eleitos declarados vencedores. Éramos cinco participantes, e conseguimos realizar apenas uma rodada.

O prato principal vencedor foi um frango ao curry com uvas, do qual me lembro muito bem. O molho estava suave, mas rico; a carne tenra; as uvas, doces e suculentas. Uma delícia. Não vou mencionar o nome da cozinheira, pois perdi contato com os comensais.

Posso dizer apenas que cozinhei duas entradas - uma berinjela ao vinho e uma polenta com molho de tomate picante -, um prato principal - gnoc ao molho de amêndoas - e por sobremesa eu fiz uma torta de maçã. Sim, foi um jantar italiano com toques especiais e pessoais.

Hoje publicarei a receita da berinjela. No vernáculo original o nome é melanzane in vino.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Bolo de Laranja com Capuccino Cremoso


Após um Acidente de Proporções Gastronômicas, pude apreciar na cozinha de casa o por do sol em algum lugar por trás dos espigões que cobrem minha visão. É tudo uma questão de imagem e imaginação.


O acidente ocorreu após uma queda vertiginosa na qual massa e ovos (ainda na casca) se misturaram sem precedentes.


O resultado, como vocês veem nessa foto pessimamente enquadrada, foi um delicioso bolo de laranja acompanhado de um não menos palatável capuccino caseiro. 


Fiz essas receitas há meses. A lembrança me trouxe boas risadas e um gosto residual que só a memória proporciona.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Kovacic – A Arte de Cozinhar (II)











E por falar em débitos, valha-me minha socorrista divina, Inanna entre os pares. Finalmente encontrei as anotações que fiz quando estive no jantar onde Izabella Lucena foi homenageada (sobre o fato, falei aqui). Hoje, quero falar sobre a comida, sobre o ambiente, sobre a experiência.